segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Debate patrimônio Chapada Diamantina




IPAC promove nesta quarta (14) debate sobre patrimônio arqueológico da Chapada

Aberto ao público, o evento acontece nesta quarta-feira, dia 14 (setembro, 2011), às 14h, no Conselho Estadual de Cultura e integra a programação comemorativa pelos 45 anos de fundação do IPAC

A importância e a necessidade de buscar o desenvolvimento local através do patrimônio cultural e arqueológico da Chapada Diamantina é o tema do debate público que acontece nesta quarta-feira, dia 14 (setembro, 2011), a partir das 14h, no auditório do Conselho Estadual de Cultura (CEC), anexo ao Palácio da Aclamação, em Salvador.

O evento é aberto e contará com presença de conselheiros de Cultura, professores, pesquisadores e especialistas. Entre os palestrantes, o professor da Ufba e PhD pelo Instituto de Arqueologia da Universidade de Coimbra, Carlos Etchevarne. Doutor em Pré-História pelo Museu de História Natural de Paris, ele tem reconhecimentos locais e nacionais, como o Prêmio Clarival do Prado Valladares.

O debate integra os eventos comemorativos pelos 45 anos de fundação do IPAC cuja programação começou no último dia 1º e só termina em setembro de 2012. Será abordado também o projeto Circuitos Arqueológicos da Chapada, implementado desde junho do ano passado (2010) via parceria entre o Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC) e o departamento de Antropologia da Universidade Federal da Bahia (Ufba). Ainda participam da mesa, a coordenadora de Educação Patrimonial do IPAC, Ednalva Queiroz, e o proprietário de sítio rupestre na Serra das Paridas (Lençóis), Ildenor Borges. A coordenadora de Articulação e Difusão do IPAC, Carolina Passos será a moderadora.

A meta do projeto ‘Circuitos’ é o desenvolvimento sustentável de municípios da Chapada, tendo por base seus patrimônios culturais, via mobilização de agentes e municípios para a valorização dos bens arqueológicos, naturais, paisagísticos e arquitetônicos. “A Bahia é um dos estados mais ricos do país quando falamos da quantidade e qualidade do patrimônio material, como construções seculares tombadas, pinturas rupestres, fósseis ou grutas, e podemos tirar proveito disso”, diz Mendonça. O segundo passo será a construção de uma rede estadual que vise conservação, criação de instrumentos normativos, proteção, promoção, mapeamentos, catalogações e, finalmente, a exploração turística ecologicamente sustentável desses bens culturais.

“O objetivo é compartilhar o conhecimento científico produzido pelo IPAC/Ufba com técnicos e especialistas para aprimorar as ações de políticas públicas em benefício dos patrimônios da região”, explica o coordenador de Projetos Especiais do IPAC, Igor Souza. Esta será a 6ª edição do ‘Conversando sobre Patrimônio’, iniciativa do IPAC para aprimorar a política pública de salvaguarda dos bens culturais. Desde janeiro (2011), já foram discutidos patrimônios e festas populares, patrimônio afrobrasileiro, o bairro da Soledade, o guia de Arquitetura e Paisagem de Salvador e Recôncavo, além dos patrimônios material e imaterial no Cortejo 2 de Julho.
Já participaram do projeto ‘Circuitos’ os municípios de Morro do Chapéu, Iraquara, Lençóis, Palmeiras, Seabra e Wagner. Desde 2008, equipe multidisciplinar percorre as cidades registrando sítios rupestres e promovendo educação patrimonial para formação de grupos e circuitos de turismo cultural e arqueológico. Mais informações através dos telefones (71) 3117-6491, ou endereço eletrônico igor.astec.ipac@gmail.com. Confira ainda o site www.ipac.ba.gov.br.

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